Musculação adaptada é a nova onda na terceira idade

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Na terceira idade a população mantém o nível de sedentarismo estável, e isso é ótimo. Entretanto, o número de indivíduos que são muito ativos diminui drasticamente.

Qual foi a última vez que você viu alguém na terceira idade fazendo um exercício realmente intenso, como a musculação?

Alguma vez na sua vida você precisou ajudar um idoso naquela última repetição de um exercício pesado na sua academia? Acredito que não. E por que não se são os exercícios intensos os que mais contribuem para o aumento da força, da potência, da agilidade, do equilíbrio e no ganho de massa óssea e também da massa muscular? Sem contar a expressiva melhora cardiopulmonar, psicossocial, da autoestima e até da coordenação e flexibilidade.

A perda dessas capacidades físicas, junto com o tecido muscular e ósseo, tem relação direta com o processo de senescência (envelhecimento), que por sua vez é justamente o período de maior incidência de fragilidades articulares, incapacidade funcional, disfunções físicas, alteração na composição corporal, patologias crônico-degenerativas e mais várias outras que só o idoso sabe o quanto influencia em sua qualidade de vida.

Mais do que força muscular

Entrando agora no assunto Musculação, a Dr. Sandra Matsudo, referência no assunto exercício para idosos, em seu livro “Envelhecimento, Exercício e Saúde” cita mais de 30 benefícios que são alcançados com a prática de exercícios com pesos, desde problemas ortopédicos, passando pelo sistema cardiocirculatório, chegando até em pacientes com câncer. Isso mesmo, câncer.

Um ponto interessante que a ciência vem revelando constantemente é que o nível de intensidade da musculação está diretamente ligado a melhores níveis de benefícios, ou seja, quanto mais intenso melhor.

MAS não estou dizendo que é pra sair pegando peso de qualquer jeito na academia

A supervisão de um Profissional de Educação Física qualificado é essencial e nunca deve ser desconsiderada, estamos falando de um grupo de risco, que é a terceira idade, em que toda prudência é o mínimo. Também não adianta ir em qualquer academia e fazer 10 séries de 50 repetições sem nenhum tipo de orientação ou supervisão, pois intensidade é o grau de esforço ao término de cada série, e fazer mais não significa estar fazendo melhor, pelo contrário, se está fazendo muito é por que não está adequadamente intenso, pois se estivesse não conseguiria fazer tanto. Entendeu?

Hoje em dia perfis de academia é o que não faltam, se aquele clichê de academia barulhenta com jovens “bonitonas” e “fortões” se olhando no espelho não agrada, há hoje academias com foco – como as de musculação terapêutica –  ou até exclusivas para pessoas da terceira idade, onde além do ambiente adequado – sem aquela barulheira –  os professores são especializados tanto nos exercícios, quanto no tratamento e atendimento individualizado, que trará mais segurança e conforto para a pessoa da terceira idade que quer praticar musculação.


Esse vídeo eu fiz com uma aluna na Academia Thera, que fica em Campinas-SP. Nele você pode ver que o exercício embora pareça puxado, está na carga ideal para fortalecer. Lá todos os alunos são supervisionados em 100% do tempo, além de outras vantagens que fazem a musculação terapêutica para terceira idade ser tão prazerosa e trazer tanto resultado.

Diretor Técnico na Academia Thera
Especializado em Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido na Saúde, na Doença e no Envelhecimento pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é nascido e residente em Campinas – SP, onde também se graduou em Educação Física pela PUCC. Tem experiência como Instrutor, Personal Trainer, Coordenador Técnico e Musculação para pessoas debilitadas e idosos fragilizados.

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